Os ensaios de *Manual para não chegar* entrelaçam imaginação e descontração. Em
cada texto, Alonso Tolsá ilumina e encontra novas formas de nomear o que mal se
percebe: a maneira como definimos zonas afetivas, intelectuais ou políticas. Unas
pegadas misteriosas, encontradas no ano 2000 em Santiago do Chile, revelam, entre
outros grandes momentos, a forma como os seres humanos percorreram o planeta ao
longo dos séculos. Um mapa incompleto de São Petersburgo é reconstruído por meio
do espírito trágico dos romances russos. Ouvir música clássica na escuridão de uma
sala leva à conexão entre poder, fascismo e a figura enigmática de quem rege a
orquestra. Nestas páginas, a proposta de explorar diferentes gêneros – do diário
íntimo à enciclopédia, do panfleto político às cartas guardadas em uma gaveta – leva a
vagar e a se fascinar pelo caminho.
