Em 2011, no âmbito de um processo mais amplo de justiça transicional, o governo colombiano aprovou uma lei destinada a restituir os direitos à terra das pessoas que perderam suas casas e propriedades durante décadas de conflito armado. Este livro, resultado de anos de pesquisa, examina como as mulheres camponesas — apesar de serem beneficiárias prioritárias da Lei das Vítimas e Restituição de Terras (Lei 1448 de 2011) — continuam enfrentando obstáculos legais, sociais e culturais que dificultam o exercício efetivo de seus direitos patrimoniais. Com base em métodos etnográficos e na antropologia social, a autora analisa os mecanismos de espoliação, as tensões do processo judicial de restituição e as possibilidades transformadoras para a equidade de gênero no campo colombiano.
