Por que razão, em países com tanta desigualdade, não exigimos mais redistribuição? Este livro parte de uma ideia simples e poderosa: aquilo em que acreditamos é tão importante quanto a realidade em si. A partir de inquéritos, entrevistas e experiências originais, os autores mostram como as perceções sobre a desigualdade, a mobilidade social, os impostos e o mérito moldam as nossas preferências e, em última análise, a política fiscal. O México é o caso central: uma sociedade que reconhece a desigualdade, desconfia do governo e deseja que quem mais tem pague mais, mas que, ao mesmo tempo, sobrestima a sua mobilidade social e condiciona o seu apoio à participação fiscal das elites.
