Este livro reúne uma série de análises diversas, porém convergentes, para explorar as conexões entre música, tecnologia e sociedade na história recente da Argentina. O livro apresenta estudos de caso que abarcam gêneros populares e “acadêmicos”, adotando uma perspectiva sociotécnica do fenômeno musical.
Organizado em oito seções, o livro estrutura-se em torno de eixos temáticos como as histórias das mudanças nas configurações de conjuntos instrumentais em festivais e manifestações populares, a voz como tecnologia, as máquinas como instrumentos e a relação entre gêneros musicais e tecnologia. Assim, é possível encontrar indagações sobre o canto de Mercedes Sosa, o uso de instrumentos MIDI por Charly García e Spinetta, o uso musical que L-Gante deu a um notebook, a construção de um conversor gráfico analógico durante a era modernista de Di Tella, as mudanças nos tipos de instrumentos usados no carnaval de Tilcara e em grupos de percussão durante protestos sociais e as alianças sociotécnicas em torno da música experimental e do dance eletrônico em Buenos Aires. Essa diversidade visa contribuir para uma visão mais ampla dos vínculos entre música e tecnologia, mas de forma situada, graças às contribuições de um grupo de pesquisadores de diferentes universidades públicas argentinas
