A sociedade de Puno no início do século XX vivia uma efervescência particular: o crescente comércio de lã para exportação conduziu a mudanças econômicas e sociais, mas foi também uma fonte de conflitos. No seu afã de crescimento, os gamonales de Puno procuraram expandir as suas terras de pastagem à custa das comunidades indígenas, o que um sector intelectual entusiasta, influenciado pelas ideias do nascente indigenismo, denunciou ardentemente tanto em Puno como em Lima.
Neste contexto surge Teodomiro Gutiérrez Cuevas, um soldado e político que aderiu às ideias igualitárias do momento e as colocou em prática, liderando, com o sonoro codinome de Rumi Maqui (‘mão de pedra’), uma das mais importantes rebeliões indígenas do século XX no Peru.
Com base em sólidas pesquisas em diferentes arquivos e com vasto conhecimento sobre o assunto, Luis Bustamante Otero compara as abordagens de outros historiadores e pondera as interpretações e os dados documentais. Graças a isso, nos leva ao cenário da rebelião e dissipa as dúvidas e os mitos que cercam até agora a figura de Rumi Maqui.
