Este trabalho rigoroso de ecologia política apresenta uma análise das visões concorrentes de desenvolvimento e gestão ambiental subjacentes a estas disputas. Partindo de um meticuloso trabalho etnográfico, Vladimir R. Gil Ramón vincula eventos locais a processos globais, numa era marcada por Estados que cedem soberania a redes corporativas globais e ONGs.
O resultado é uma crítica empírica e sociológica do desenvolvimento, com um corolário inesperado: a possibilidade de que, no meio desta rede de interesses entre cruzados e cambiantes, as populações vulneráveis encontrem caminhos para uma melhor articulação e participação na nação.
