O estudo das línguas de sinais e das Comunidades Surdas na América Latina remonta a algumas décadas. Sabemos que, no caso particular do México e do Brasil, há um passado comum, começando com a fundação das primeiras escolas para surdos nesses países no século XIX, graças ao trabalho de Eduardo Huet. Esse vínculo permite estabelecer novos pontos de encontro nos processos de cuidado às pessoas Surdas à luz do século atual.
A obra Língua de Sinais, Língua Escrita: A Perspectiva Bilíngue para as Comunidades Surdas do México e do Brasil é composta por colaborações entre acadêmicos de ambos os países; é composto por uma introdução crítica e sete capítulos, que abordam as condições do modelo educacional bilíngue (língua de sinais-língua dominante na sua forma escrita), a alfabetização em pessoas surdas, o acesso à cultura e à informação em línguas de sinais, a visão da língua de sinais. a visão das línguas minoritárias e seus usuários. É um livro que convida à reflexão sobre as comunidades surdas e suas línguas, a Língua de Sinais Mexicana (LSM) e a Língua de Sinais Brasileira (LIBRAS).
