Monstros de Papel questiona a forma como, entre 1870 e 1915, a fotografia foi incorporada à medicina argentina por meio de revistas especializadas para produzir conhecimento e consenso científico. Analisa como, ao longo desse período, se formou um cânone visual para as ciências médicas, como o meio fotográfico foi incluído nas práticas científicas experimentais e como seu uso foi ampliado para apoiar teorias e práticas de controle social; em particular, aqueles ligados à saúde mental e aos comportamentos considerados patológicos, como a criminalidade e os ataques histéricos, mas também o exercício da dissidência de género.
A pesquisa de María Claudia Pantoja é uma investigação original e interdisciplinar que traz para o diálogo frutífero estudos sobre cultura visual e impressa, estudos de gênero e história social da ciência e tecnologia.
