Esta obra insere-se no campo teórico da morfologia urbana, o qual considera a cidade como um objeto passível de ser estudado, no tempo, a partir de sua forma física ordinária. Com isso, faz uma investigação acerca dos elementos urbanos de maior longevidade, adotando como chave de interpretação a noção de persistências morfológicas.
Considerando o processo morfológico de estagnação do traçado urbano e trabalhando com a hipótese de que os elementos públicos e bidimensionais, em especial a rua, são os mais duradouros, optou-se por prosseguir com essa proposta a partir do estudo de caminhos primitivos e preexistentes, analisando um eixo viário suburbano localizado na porção nordeste da cidade de Vitória, Espírito Santo, denominado Eixo Maruípe.
A estratégia metodológica adotada está amparada no método hipotético-dedutivo e nas abordagens morfológicas histórico-geográfica e tipológico-processual, empregando procedimentos de comparação, de análise estrutural e de hiperdesenho.
