A obra de Carmen Antony, como Lolita Aniyar de Castro sublinhou em inúmeras ocasiões, é uma parte importante de um longo caminho: o de uma criminologia latino-americana. Nele ela se aventura na questão das mulheres privadas de liberdade, e outras formas de violência como os feminicídios, tentando levantar essas preocupações nos colegas penalistas e criminologistas das novas gerações para incentivá-los a incorporar a perspectiva de gênero, que nada mais é do que a defesa dos direitos humanos de homens e mulheres. Este tecido é indissociável da sua própria biografia, uma vez que as vicissitudes existenciais de Antônio foram tecidas com um trabalho profissional e um compromisso político e ético que contribuíram para tecer a tapeçaria de toda a sua vida. A vitalidade e a força que hoje expressa o movimento de mulheres – com epicentro marcado na nossa América Latina – deverão escrever, nas ruas e nos livros, novos capítulos de uma luta que nunca cessou. E que não cessará. Aqui está uma valiosa contribuição para este combate imprescindível.
