Este livro faz parte de uma perspectiva caracterizada pelo pluralismo: como podemos viver juntos sem criar espaços institucionais onde diversas vozes possam ser ouvidas? A atenção à biografia intransferível caracteriza muitas formas de pensamento, inclusive no campo do gênero e do feminismo. Ao mesmo tempo, surge um mundo de dor e sofrimento que nos convida a não ver a teoria pura na complexa rede de ideias e argumentos que são discutidos. Essa perspectiva, que traz à vida nas sociedades a memória do sofrimento dos outros, seja ele qual for, é a base de uma possível cultura política universal.
